Contadores de Histórias: como trabalhar a escrita espontânea

Kemelly e Guilherme
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A escrita deve fazer parte do cotidiano das crianças em processo de alfabetização. A criança chega ao primeiro ano do ensino fundamental e na sua bagagem suas hipóteses e saberes acerca da escrita. As crianças leem através das representações gráficas, dos sons, das imagens, por isso é de suma importância que a criança realizem atividades de registros variados: nome deles, nome dos colegas, outros nomes significativos para ela (frutas, brincadeiras, história preferidas, etc).



Tais escritas são chamadas de espontâneas porque a criança escreve do seu modo, de acordo com a fase que se encontra  e não ainda de acordo com o código de escrita estabelecido. À medida que a criança escreve do seu jeito, ela perpassa  pelas diferentes fases do desenvolvimento infantil de forma linear e consecutiva. Através do conhecimento que vai sendo construído diariamente, pelas reflexões sobre as atividades que proporcionam a leitura e a escrita, a criança vai cada vez mais se aproximando da escrita convencional.

"Sendo assim, a criança precisa atuar como sujeito construtor da sua alfabetização, enfim, pelo contato diário e da sua ação sobre a escrita e pela oportunidade de vivenciar deferentes atos de leitura , a criança aprende a ler e a escrever.     Isso quer dizer que se a criança tiver oportunidade de vivenciar as diferentes fases da  escrita e se as atividades propostas estiverem de acordo com a fase que ela se encontra, ela construirá a sua escrita de forma significativa."
LOUZADA, Ana Maria. A apropriação da leitura e da escrita:  em busca do elo perdido. Pensamentos e linguagem. São Paulo: Martins Fontes. 1994. 135p. 
Além disso, a escrita espontânea é utilizada para que o professor possa fazer o diagnóstico em qual fase de desenvolvimento da aquisição do código escrito a criança está, e para que ela possa construir hipóteses em torno da escrita de palavras e do sistema alfabético.


Atividade Realizada com os alunos




Nas fotos, as atividades no mural e dois alunos. Antes disso, contei um história e observamos coletivamente o que uma história contém: imagens, título, texto, nome do autor, etc. A atividade proposta foi que eles fossem os contadores de histórias. 
Laís Rufino

Laís Vivian Oliveira Rufino é uma educadora negra e influenciadora pedagógica dedicada a promover a alfabetização e a inclusão de narrativas afrocentradas no ensino. Mãe do Daniel, ela realiza os sonhos de seus ancestrais através de seu trabalho como professora em uma escola pública na Maré, onde utiliza metodologias ativas e tecnologias para transformar o aprendizado. Fundadora do projeto Afrobetizar e criadora da HQ Turma do Ubuntu, Laís se propõe a interligar alfabetização e questões raciais, explorando a identidade e a herança cultural. Em sua dissertação de mestrado, defendida em fevereiro de 2024, investigou o percurso da construção de uma afrobetizadora, focando na criação de histórias em quadrinhos que reflitam as vivências e corporeidades das infâncias negras. Com uma abordagem que celebra a diversidade, Laís compartilha seu conhecimento e experiências no Instagram, promovendo o orgulho racial e a leitura de obras que discutem temas étnico-raciais. Com sua paleta de amarelo, amor por adinkras e água doce, ela busca criar um espaço de empoderamento e afirmação cultural na educação.

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