Tenha fé (BILHETE)


#sóseisentir #vidadeprofessora
#orapsalva #lávemtextão 
Quem me conhece sabe que eu tenho o costume de escrever antes da atividade formal escolarizada, uma frase, uma música, um versinho... Diariamente são frases aleatórias não planejadas na qual eles não tem que fazer nada, nem interpretar, nem responder, apenas apreciar, refletir! Eles lêem e copiam, mas não obrigo!
Eu nunca soube se elas fazem efeito!
Falo de motivação, esperança, perspectiva, da vida em geral, tem dias que apenas é uma pequena prece desejando um bom dia ou uma boa semana. 
Essa frase do Racionais é uma das que sempre escrevo no começo do ano pela força que eu acho que ela tem no tipo de lugar onde escolhi trabalhar. 
Quando uma criança, apesar das dificildades da vida, uma casa precária, pais analfabetos, uma dezena de irmãos, situações de extrema pobreza, etc, reescreve a sua maneira, apesar de forma não ortográfica, uma frase desse tipo escrita a tanto tempo em um livrinho que ela recentemente montou intitulado "frasis da família e da vida", você descobre, confirma, deleita-se e se emociona com o poder que a educação e que o rap podem ter.


Laís Rufino

Laís Vivian Oliveira Rufino é uma educadora negra e influenciadora pedagógica dedicada a promover a alfabetização e a inclusão de narrativas afrocentradas no ensino. Mãe do Daniel, ela realiza os sonhos de seus ancestrais através de seu trabalho como professora em uma escola pública na Maré, onde utiliza metodologias ativas e tecnologias para transformar o aprendizado. Fundadora do projeto Afrobetizar e criadora da HQ Turma do Ubuntu, Laís se propõe a interligar alfabetização e questões raciais, explorando a identidade e a herança cultural. Em sua dissertação de mestrado, defendida em fevereiro de 2024, investigou o percurso da construção de uma afrobetizadora, focando na criação de histórias em quadrinhos que reflitam as vivências e corporeidades das infâncias negras. Com uma abordagem que celebra a diversidade, Laís compartilha seu conhecimento e experiências no Instagram, promovendo o orgulho racial e a leitura de obras que discutem temas étnico-raciais. Com sua paleta de amarelo, amor por adinkras e água doce, ela busca criar um espaço de empoderamento e afirmação cultural na educação.

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